Emater demonstra o sistema de proteção de nascentes na 40ª Expointer

Cerca de 900 sistemas de proteção de nascentes em todo o Rio Grande do Sul já foram planejados neste ano. A atividade, executada no campo pelos extensionistas rurais sociais da Emater, conveniada da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, é uma alternativa simples e barata para o abastecimento de água de pequenos produtores rurais. A instituição demonstra, em espaço na 40ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, como são feitos os sistemas de intervenção em áreas de proteção permanente, levando em conta as questões sociais e ambientais.

“Uma das grandes fronteiras da água é a questão financeira, mas a tendência é que o número de sistemas instalados aumente nos próximos anos porque agora a atividade está incluída no Programa Estadual de Saneamento Rural”, afirma o extensionista da Emater e geógrafo, Gabriel Ludwig Katz.

O sistema faz parte do programa de saneamento rural da Instituição, que capta recursos para instalar mais sistemas e beneficiar um número maior de produtores. De acordo com o extensionista, são aproveitados ao máximo os materiais que existem na própria propriedade.

“O custo é de 600 a 800 reais, mas que pode ser coberto pelo programa ou pago pelo próprio agricultor, que também precisa sentir a importância desse sistema de saneamento”, diz Gabriel. “Muitas vezes os integrantes dessas famílias ficam doentes e não se sabe a origem do problema. O sistema não garante 100% da descontaminação da água, mas resolve grande parte do problema. Por isso, é necessário o uso de cloradores nos reservatórios também”, complementa.

Sistema de proteção de nascentes

As nascentes são o afloramento da água subterrânea, que se formam quando o aquífero atinge a superfície, formando um curso d’água, como o rio, córrego e reservatório.

O sistema de proteção envolve a construção de uma estrutura de três canos: um dreno, que direciona a água para a casa das famílias; outro para dar continuidade ao fluxo da água; e, um terceiro dreno de limpeza, que precisa ser feita a cada seis meses para retirar todos os resquícios orgânicos. Na instalação, os canos são cercados por rochas, que funcionam como um filtro natural. O sistema fechado isola a água da flora subterrânea, que pode trazer consigo dejetos indesejáveis.

Legislação ambiental

O código florestal limita o tipo de intervenção em Áreas de Proteção Permanente a um número pequeno de atividades, que precisam ser de baixo impacto ambiental, de intervenção mínima, e orientadas por vários procedimentos de recomposição de mata nativa no entorno.

Em 2016, foi aprovada uma resolução pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente, que define quais atividades são aceitas como de baixo impacto. Entre elas, está a de proteção de nascentes.

Como aderir ao programa

O produtor pode procurar o escritório da Emater em seu município ou região. O serviço também é oferecido pelo técnico extensionista, que orienta as famílias em visitas às propriedades, sobre os aspectos ambientais e de conscientização sobre saneamento.

Texto: Letícia Bonato
Edição: Denise Camargo/Secom 

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